Viajar nos torna melhores.

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Sobre

Oi! Eu sou a Gabriela Alvarenga e antes de apresentar o Outros Roteiros, vou te fazer uma pergunta:

Por que você viaja?

Você já parou pra pensar de verdade sobre isso? Eu imagino que, pra estar aqui, lendo a página Sobre de um blog de viagens, você deve gostar de viajar tanto quanto eu (e isso é muito, muito mesmo). Mas por quê? Por que você viaja?

Se você me fizesse essa mesma pergunta lá em 2013, quando eu escrevi meu primeiro post, eu teria uma porção de respostas fáceis na ponta da língua: porque viajar é incrível, porque não tem coisa melhor, porque faz a gente aprender demais, porque se dinheiro não fosse uma questão eu viveria viajando. Apesar de existir uma razão maior que eu ainda nem conhecia, todas essas respostas são verdade, e foi especialmente por causa dessa última que eu pensei “É isso! Vou criar um blog!”

Eu estava trabalhando a mil por hora em uma agência de propaganda quando minha cabeça entrou num conflito de carreira versus tempo, sucesso versus valores pessoais, ai-ai-ai, tô perdida, socorro, pelo amor de Deus. Foi aí que um dos meus melhores amigos me perguntou o que eu escolheria fazer da vida se dinheiro não fosse uma questão. Uai! Se dinheiro não fosse uma questão, eu viveria viajando. Era muito óbvio.

viajar é a única coisa que você compra e te deixa mais rico

E não precisei pensar meio segundo pra chegar a essa conclusão. Desde bem pititinha, eu sempre vivi em função das férias. Eu era ótima aluna, muito porque me apavorava com a ideia de ficar de recuperação, ter que estudar trancada em casa e ainda estragar a viagem da família no fim do ano. Eu queria mesmo era arrumar a mala e ir pra praia, ir pra Minas ver minhas avós e depois pra qualquer que fosse o lugar novo que meus pais tivessem inventado de conhecer. Eles nunca puderam esbanjar, mas conseguiram nos dar uma vida bem confortável, com viagens, mesmo que pequenas, todas as férias e na maioria dos feriados. E melhor de tudo: nossa família sempre incentivou a curiosidade por lugares e culturas diferentes.

Até hoje eu me lembro das aventuras que eu vivia na minha imaginação, folheando a coleção de revistas da National Geographic que tinha lá em casa. Eu sempre gostei fotos de paisagens, globos terrestres, mapas e bandeiras e sempre adorei ouvir gente falando línguas estranhas. Eu ficava hipnotizada na frente da TV com aqueles programas da Cultura sobre destinos exóticos e antigas civilizações. Eu queria ser a Gloria Maria rodando o mundo com o Globo Repórter ou a Fernanda Lima sendo internacionalmente descolada no Mochilão MTV (Alô, anos 90!).

Um dia, conversando com minha vó Maria que de tempos em tempos arrumava as malas e sumia estrada a fora, descobri que o sonho  da vida dela era ser camareira de transatlântico pra viver viajando “quer coisa mais fácil que arrumar cama?”

Eu nunca vou me esquecer quando o meu pai me apresentou a incrível internet me mostrando o site do Louvre, que demorava 25 horas pra carregar uma simples foto, mas ainda assim era fascinante. Lembro dele dizendo “um dia você vai ver tudo isso de verdade”.

Todas essas coisas foram enchendo de sonhos e caraminholas a cabecinha de uma menina de classe média que, aos poucos, foi se ligando que teria de se virar pra conseguir viajar tanto e pra tão longe.

férias viajar

Depois que eu cresci, comecei a perceber que o mundo era grande demais pro tamanho das minhas férias e, principalmente, pro dinheiro que eu ganhava. Chegou um momento em que eu estava trabalhando mais do que é saudável e o dinheiro que sobrava depois de pagar as contas até dava pra comprar uma passagem de ônibus convencional capenga sem ar condicionado, mas não dava cruzar um oceano e ir parar em outro continente. Longe disso.

Aí, eu fui ficando aflita. E quando eu fico aflita, eu costumo fazer besteira.

Mas vamos aqui chamar essa besteira de compra por impulso. Decidi fazer minha primeira grande viagem auto-patrocinada numa vibe “vamo logo que depois o meu eu do futuro se vira pra pagar as contas.” Entrei toda prosa num avião pra Istambul, pra visitar minha irmã mais nova que estava morando na Turquia. Rodei o país (que é maravilhoso por sinal) come ela e, antes de voltar pro Brasil, ainda dei uma esticadinha em Paris pra ver o Louvre de verdade. E, apesar de ter amado cada segundo da viagem, quando o futuro chegou, eu quis estrangular o meu eu do passado.

Passei um ano pra  me levantar do tombo que eu me dei. E nem assim eu conseguia parar de pensar em viajar. Prevendo mais uma trabalheira pro meu eu do futuro, eu desandei a pensar “Que bobagem. Viajar não é pra mim.” E comecei a me despedir de todos os destinos incríveis que eu nunca iria explorar, das pessoas que eu não iria conhecer, dos museus que eu não iria visitar, das paisagens que eu não iria ver, da comida que eu nunca iria provar, das músicas que eu nunca iria ouvir. Um dramalhão danado que foi o gatilho da minha crise pessoal que eu citei lá em cima.

E cada vez que a pergunta do meu amigo ecoava na minha cabeça, a resposta era sempre a mesma: se dinheiro não fosse uma questão, eu viveria viajando. 

A essa altura eu já tinha me rendido e aceitado que minha paixão por viagens não ia passar. Então porque eu não conseguia dormir à noite? Eu estava inquieta e precisava transformar tanta inquietação numa coisa boa, se não eu não teria sossego. Reuni todas as minhas histórias de viagens já vividas, coloquei outros planos viajantes no papel e resolvi compartilhar. E foi assim que nasceu o Outros Roteiros.

blog de viagem outros roteiros
A primeira marca do blog

 

Criei este blog pra me lembrar disso tudo, pra lembrar do que viajar significa pra mim. Tudo aqui é feito pra que eu possa dividir o que eu vivo e aprendo viajando, pra me comprometer de verdade com o que eu amo, me inspirar e me organizar mais pra fazer minhas viagens acontecerem.

Desde o início, cada post que eu escrevo me confirma tudo aquilo que, no fundo, eu sempre soube: viajar é o melhor jeito de aprender, se conhecer, pensar na vida, matar uns preconceitos, colecionar umas histórias pra contar e voltar vendo tudo diferente, dando mais valor, inclusive pro lugar onde a gente mora, pras pessoas com quem a gente convive. Acho que é o que você pensa também, né?

Mas, como eu disse lá no início, existe uma razão maior por trás tudo isso. E se eu demorei 4 anos escrevendo sobre viagens pra descobrir que razão é essa, eu não iria entregar pra você assim de bandeja, né? Rsrs Mas a essa altura desse texto gigantesco, você já tá mais quer merecendo saber. Então vamos lá.

Eu comecei a entender de onde vem essa minha paixão por viagens depois de fazer um teste de DNA pra descobrir mais sobre os meus ancestrais. Confirmei que sou descendente de portugueses e espanhóis, grandes descobridores que saíram em busca terras completamente desconhecidas e acabaram mudando o mundo para sempre. Pensa só: se filho de peixe, peixinho é, tatara-tara-tatara-tataraneto de descobridor, descobridorzinho é. Os valores que guiaram uma nação por séculos, inevitavelmente, acabam passando de geração em geração.

A vontade imensa de ver o mundo e aprender com ele é minha maior herança.

Mas não foi só essa descoberta que o teste de DNA me trouxe. Meus gens me revelaram ainda mais miscigenada do que eu imaginava que era, bem em um momento em que os noticiários explodiam com histórias de racismo e xenofobia absolutamente sem sentido meio a todo o conhecimento e esclarecimento que a gente pode ter nos dias de hoje. Eu (e todos nós) sou prova viva de que não dá pra defender a ideia raça pura.

Então, eu fiquei pensando: quanto mais gente souber disso, quanto mais gente viajar e descobrir que as nossas diferenças são fascinantes e que, no fundo, somos bem mais parecidos do que imaginamos, mais chances nós temos de viver em paz e aproveitar tudo o que esse mundo incrível tem a oferecer.

Foi isso que me fez mergulhar com tudo em uma jornada pra entender meu propósito de vida, que é o que rege tudo o que eu faço, inclusive esse blog. Meu propósito está descrito neste link aqui. E como eu acredito que temos propósitos parecidos, eu te pergunto:

E você? Por que você viaja?

 

 

  • linda,

    teu site ta lindo!
    parabens e sucesso!

    beijos
    feijao lindo

    • Lindice Beatriz Alvarenga Vilela

      Site lindo e super interessante.Parabéns

      • Gabi Alvarenga

        Eeeee, muito obrigada!

    • Gabi Alvarenga

      Obrigada, Coração!

  • Graciele

    Por enquanto vou viajando pelo site… Dá vontade de fazer as malas e conhecer tudo isso! Muito bom, Gabi. Bjos

    • Gabi Alvarenga

      Que bom que você gostou, Ga! =) Fico super feliz!

  • Andréia

    Eu também Gabi!!!!Por enquanto igual Graciele, viajando em seu site!!!!!!Maaaravilha!!!!!
    “Gabi e outros roteiros, tudo a ver!!!”

    • Gabi Alvarenga

      Andréia, que demais! Obrigada pelo carinho. Daqui uns dias começam os posts de verão turco. Vem comigo, gente!=)

  • Pingback: Post #1 | Outros Roteiros()

  • Paula Zendron Saia

    Amei sua apresentação! Me identifiquei bastante com essa urgência misturada com aflição… Falou tudo: dinheiro é sim importante, mas não é problema. Parabéns pelo blog!

    • 🙂 Acho que essa pressa de quem sabe que uma vida só é pouco pra ver o mundo é o que une a gente que gosta de viajar, Paula! Que bom que você curtiu a apresentação e o blog. Fico super feliz! 🙂