Dossiê de Copacabana – Guia completo com tudo o que você precisa saber sobre a praia mais famosa do Brasil

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Copacabana é um desses lugares icônicos que atraem viajantes de todos os tipos e de todos os cantos do planeta.

Se você está lendo este post agora, é bem provável que você esteja entre eles. E se vai visitar o Rio de Janeiro pela primeira vez, tem algumas coisas sobre Copacabana que você, definitivamente, precisa saber.

A ideia é ajustar suas expectativas (pra baixo e pra cima), tirar alguns medos e acrescentar alertas pra que você consiga aproveitar de verdade a praia e entender melhor o bairro, antes mesmo de por os pés em Copacabana. Pra facilitar, eu organizei tudo no capricho, com um monte de informações úteis, separadinhas em 10 tópicos, cheios de informações e curiosidades que talvez você não saiba sobre a Princesinha do Mar. Lá no final tem mais dicas especiais e rapidinhas pra quem vem pro réveillon e outras que valem pra qualquer época do ano. Dá uma olhada:

1 – Copacabana não é uma zona de guerra. Mas também não é a Noruega.

É super normal que você tenha seus medos em relação ao Rio, principalmente por causa das notícias ruins que saem por aí a respeito da Cidade Maravilhosa. Mas, pensa só, o que dá mais audiência: uma matéria sobre tiroteio ou outra sobre um dia sossegado e normal? Pois é! Acredite em mim. Em Copacabana e por toda a Zona Sul (que é onde eu moro e posso falar com conhecimento de causa) dias sossegados são rotina. Mas dias tensos acontecem.

coisas que você precisa saber sobre copacabana

Num cenário desses, a chave para conseguir curtir sua temporada carioca numa boa é saber diferenciar precaução de paranoia. E nem sempre é assim tão fácil. Pra clarear, aqui vão alguns exemplos:

  • Dá sim pra andar no calçadão de dia ou à noite numa boa e dá sim pra usar sua câmera fotográfica nova, fazer selfies, snaps e passar inveja no grupo da sua família no Whatsapp. Mas antes, é super importante dar uma escaneada no ambiente, principalmente nos dias de praia cheia. E aí eu preciso dar um aviso bem triste: cuidado com meninos de não muito mais que 10 anos de idade, descalços e sem camisa, andando em grupo, com cara de marra e peito estufado. Eles levam correntinhas, pulseiras ou qualquer coisa que seja fácil de tirar de você e sair correndo, antes mesmo que você entenda o que aconteceu. Depois da Copa do Mundo e das Olimpíadas, eu não tenho visto mais garotos assim e creio que seja por causa do aumento do policiamento na orla, que fica reforçado nos domingos e feriados. Mas ninguém sabe até quando isso vai durar. Então, radar ligado.
  • Dá sim pra deitar, relaxar e até tirar um cochilo na areia, mesmo se você estiver sozinho. Mas se eu fosse você, usaria sua bolsa ou mochila como travesseiro, pra garantir que ela esteja lá quando você acordar.
  • Dá sim pra sair pra caminhar ou correr no calçadão com seu relógio preferido. Mas eu evitaria jóias ou acessórios dourados que pareçam caros.
  • Dá pra ficar até de madrugada batendo papo num barzinho e voltar a pé pro lugar em que você está hospedado. Mas aí, seu radar de perigo tem que estar ligado na velocidade 5 do créu.

Mesmo tomando todos os cuidados do mundo,  é impossível garantir que você não seja assaltado no Rio, assim como é impossível garantir que não aconteça algum atentando terrorista em NY ou em Paris enquanto você estiver por lá. Mas é isso mesmo.

Viajar é assumir riscos.

E, quando você sai de casa otimista, os riscos compensam.

Eita! Isso aí ficou parecendo um encerramento de post. Mas fica aqui porque tem mais 9 tópicos pela frente.

2 – O bairro parece um grande centrão de cidade

A não ser que você tenha uma máquina do tempo e vá visitar a Copacabana da década de 50, o bairro que você vai encontrar não é muito charmoso não, viu? A Avenida Atlântica, que é a que fica à beira-mar, é bonita, espaçosa, grandiosa, igual a gente vê nas fotos e na TV. Mas dali pra dentro a coisa muda totalmente de figura. O clima é muito mais urbano do que praiano.

dicas copacabana

Gente apressada, trânsito caótico, prédios mal cuidados e colados uns nos outros, moradores de rua, comércio de todo tipo e sem muito bom gosto pra placas e fachadas (com algumas exceções), barraquinhas de camelô na calçada.

O lado bom é que, no meio dessa bagunça, tem de tudo o que você pode precisar: bancos, casas de câmbio, farmácias, supermercados, hospitais, lojas de havaianas e lembrancinhas, feiras de rua, lojas de departamento, bares descolados, botecos pé-sujo, restaurantes finos, self-service, fastfood, padarias e uma casa de suco a cada esquina. Passando esse meião tumultuado, se você for na direção oposta da praia lá pro fim do bairro, as ruas vão ficando mais tranquilas e arborizadas.

A DICA PRA ESCOLHER UM BOM LUGAR PRA SE HOSPEDAR EM COPACABANA é levar em conta que as opções de frente pro mar são tudo de bom mas, obviamente, mais caras. Se você quiser economizar um pouco, melhor procurar algo no meio do bairro em torno das avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Barata Ribeiro, mas tem tudo isso que eu falei aí em cima. Lá pro fim, próximo à ruas Pompeu Loureiro, Toneleiro e Santa Clara, a hospedagem não é tão cara quanto na beira do mar e o ambiente é mais agradável do que o meio do bairro. Mas aí, de qualquer jeito,  você vai ter que caminhar pela bagunça até chegar na praia. Fica a seu critério.

3 – Tem muita gente

o que fazer em copacaba
foto: Gray Malin

Copacabana é o bairro mais populoso da Zona Sul do Rio e contabilizou nada menos que 146.392 habitantes no último senso que aconteceu no Brasil. Agora vai somando aí na sua mente as pessoas que trabalham lá, as que moram em outros bairros mas frequentam a praia e as centenas milhares de turistas que fazem dela a sua morada de férias.

Em Copacabana existem três temporadas: a alta, a altíssima e a menos cheia.

Nem dá pra acreditar que o Copacabana Palace ganhou fama na época da inauguração, lá nos anos 20, por ser um hotel de alto luxo numa praia remota.

4 -A faixa de areia é gigante

Imagina o quão enorme uma faixa de areia tem que ser pra comportar uma arena olímpica de vôlei de praia, um show dos Rolling Stones de graça e uma missa do Papa Francisco. A praia de Copacabana tem 4,15 km de extensão e, como se isso não fosse grande o suficiente, em alguns trechos ali perto da Avenida Princesa Isabel e do Copacabana Palace, a faixa de areia chega à largura de 150m. Isso porque a praia foi aterrada lá nos anos 70, pra ampliar a avenida Atlântica e pra que os cariocas tivessem mais espaço pra fazer seus eventos de praia.

Na prática isso quer dizer que, nos dias de calor, você vai ter a sensação de atravessar uma filial do deserto do Saara pra poder chegar do calçadão até a água.

Alguns donos de barracas usam mangueiras furadas pra fazer um caminho de areia molhada na tentativa de impedir que os clientes desistam da peregrinação até o mar por motivos de pé queimado.

a faixa de areia de copacanaba é imensa

Do meio da praia em direção ao Forte de Copacabana, essa imensidão vai diminuindo e lá pelo posto 5 começa a tomar proporções mais normais, rs. Ah! Os postos de salva-vidas são pontos de referência nas praias cariocas e ficam a uma distância de 1km um do outro. Copacabana tem 5 e o posto 6 que é um posto imaginário. Explico: não existe um posto de salva-vidas de número 6, mas as pessoas usam o nome pra se referir ao canto sul da praia.

5 – O mar de Copacabana é quase sempre agitado e muito, muito gelado.

O gelo é por causa de um fenômeno que se chama ressurgência costeira, que você pode tentar entender direitinho nesse link aqui. Mas, resumindo, é o vento que empurra a água quente da superfície e traz à tona a água gelada do fundo do mar. Isso começa lá em Cabo Frio (tá explicado o nome) e se estende pelo Rio de Janeiro todo. Então, se você chegou à Copacabana e se deparou com um mar quentinho e gostoso, considere-se uma pessoa de muita sorte. Ou de muito azar porque deve ser sinal do aquecimento global.

porque o mar é gelado no rio de janeiro

Quanto à braveza, também não tem muita trégua. O mar de Copacabana tá lá, prontinho pra de dar um caldo a qualquer minuto, menos na região do posto 6, porque o Forte bloqueia as ondas e facilita a vida dos banhistas menos aventureiros. Ouvi dizer que é assim porque Copa é uma praia de mar aberto. Mas moradores mais antigos do bairro contam contam que as águas só ficaram nervosas desse jeito depois do aterro que eu contei no item 4.

O importante é você saber que é preciso atenção pra cair no mar ali e na cidade toda (com exceção das praias da Baía de Guanabara que são tão calminhas quanto impróprias pra banho. 🙁  ). Mas, tomando cuidado, você vai ver que levar uns tabefes das ondas geladas do Rio num dia de 40 graus na areia faz você dar outro valor pra vida,rs. Sem brincadeira, é revigorante, tipo banho de cachoeira.

6- Existe um misterioso campo de força no Leme

O Leme é o pedacinho de Copacabana que fica da Avenida Princesa Izabel pra esquerda (olhando pro mar). Nunca entendi porque não chamar de Copacabana se é a mesma praia, mas acontece que além do nome, o clima do lugar muda também. Copacabana é agitada e até tensa as vezes, enquanto o Leme é bem mais calmo e tem dias que lembra até um bairro de cidade pequena. Parece que existe um campo de força que impede a bagunça de passar. Mistério. Enfim, é um lugar legal pra se hospedar.

7 – A areia é o reino do ambulantes

Os vendedores ambulantes estão por todo o litoral brasileiro e no Rio não seria diferente. Eles são muitos e marcam presença nas areias cariocas vendendo a famosa dupla de chá mate gelado e Biscoito Globo, além de esfirra, sanduíche natural, açaí, óculos de sol, bolas e piscininhas pra criança, protetor solar, abacaxi, melancia, biquíni, canga, camarão, miçangas variadas, tatuagem de rena, água, cerveja, caipirinha e mais um zilhão de coisas.

mate e biscoito globo biquinis
fotos: Juliana Senra

Especialmente em Copacabana, os ambulantes sentem cheiro de turista, tem um ouvido apuradíssimo pra sotaques diferentes e muito provavelmente algum dos mais malandrinhos vai tentar te fazer de bobo. Quando vinha pro Rio de férias, eu forçava um sotaque carioca e pedia bishcoitoah globoah com matchieah mas, graças a Deus, já desisti de me fazer pagar esse mico. Hoje, se percebo alguma malandragem pro meu lado, eu já mando logo um “Oôô, moço… eu sou branquela, eu falo igual caipira, mas eu sei que uma saco de biscoito de polvilho não custa R$12.” Funciona. O cara ri, me vende o biscoito pelo preço normal de R$4 e segue pra tentar extorquir o próximo. Mas é claro que nem todos eles são assim.

Em quase 100% dos casos, os ambulantes de praia são gente boa, honesta e muito trabalhadora. Bater papo com eles rende excelentes lições de vida.

8. O calçadão e os quiosques são uma atração à parte

Do início ao fim do calçadão,  Copacabana tem uma infinidade de quiosques que vendem basicamente, água de coco, drinks e petiscos como porções de pastel, gurjão de peixe, bolinhos e outras coisas fritas. Mas também tem massas, fastfood árabe e claro, frutos do mar. Clique aqui pra ver uma lista completa dos quiosques de Copacabana. Eu nunca provei algo gastronomicamente espetacular por ali, mas também nada que decepcionasse. De um jeito ou de outro, a graça dos quiosques de Copa  é sentar numa mesa sentindo o ventinho do mar, observar o movimento e, quem sabe, até curtir um sonzinho bom.

Muitos quiosques têm música ao vivo que, já aviso, nem sempre é muito afinada e muitas vezes tem um repertório meio qualquer coisa, mas com certeza ajuda levantar o astral e a dar um clima festivo pro lugar. Nos dias de muito movimento, aparecem grupos de samba que vão de quiosque em quiosque, tocando sucessos e passando o chapéu pra faturar uns trocados.

o que fazer em copacabana

 

Fora isso, o calçadão tá sempre movimentado com pessoas do mundo inteiro, além dos moradores correndo, caminhando, praticando esportes e passeando com seus cachorros. Também tem um monte de vendedores informais com seus panos estendidos no chão, cheios de badulaques. Tem esculturas na areia, performances diversas e estátuas vivas, além das famosas estátuas de bronze do Carlos Drumond de Andrade e do Dorival Cayme.

Todos os  domingos e feriados, a faixa da avenida Atlântica mais próxima ao calçadão fica fechada para os carros e enche de gente andando de bike, skate, patins, passeando com cachorro (tem bastante cachorro em Copacabana). Vovôs e vovós colocam o papo em dia, crianças levam seus brinquedos e riscam o asfalto com giz colorido. Pra dar uma quebrada nesse clima família, tem sempre um bêbado avulso ou alguém com roupa de menos até mesmo pros padrões praianos. E é engraçado como essas vibes tão opostas conseguem conviver em Copacabana.

Também é importante lembrar que vira e mexe a área é palco de passeatas, marchas, protestos e lógico, blocos de carnaval.

9. As favelas fazem parte do cenário.

Em Copacabana, quem olha da praia na direção ao bairro consegue ver dois morros tomados por barracos e casebres. Num extremo, no Leme, está o Chapéu Mangueira. No outro está o Cantagalo/Pavão-Pavãozinho, mas a Ladeira dos Tabajaras, Cabritos e o Morro da Babilônia também estão ali, mesmo que não tão à vista. Você consegue encontrar a favela na foto aí embaixo?

morro do cantagalo-pavão-pavãozinho

se hospedar na favela rio de janeiro o que fazer em copacabana
foto: @aquareladoleme

Pra muitos dos gringos, principalmente os que vem dos países mais socialmente equilibrados, as favelas são motivo de fascínio, talvez até mais que as atrações turísticas. Mas pros viajantes brasileiros, elas costumam ser motivo de muita preocupação. Pra te tranquilizar: há alguns anos, as favelas de Copacabana, entre outras da cidade, foram ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora – as UPPs – que tiram o controle local da mão dos traficantes. Infelizmente, isso não acabou de vez com a violência, mas diminuiu consideravelmente o número de conflitos, renovou os ares das comunidades e fez com que os moradores das favelas se sentissem mais seguros, inclusive, para receber turistas. Tanto que hoje existem casas pra alugar pelo Airbnb e bons hostles em muitas favelas cariocas. Um deles é o Aquarela do Leme,  fica no Morro da Babilônia, tem uma vista espetacular e diárias a partir de R$49.

Com a pacificação, os moradores do “asfalto” também ficaram mais à vontade pra subir o morro e hoje frequentam festinhas e bares lá no alto. Tipo eu que já subi o Chapéu Mangueira algumas vezes pra comer no Bar do André, que é participante oficial do Comida de Boteco. Tô, viva, tô bem, tô ótima. Não tomei bala perdida, vó. Pode ficar tranquila.

10 – O nascer do sol é incrível.

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Todo mundo bate palma pro pôr do sol no Arpoador, mas pouca gente acorda cedo o suficiente ou fica sem dormir tempo o bastante pra ver o sol nascer em Copacabana. Assistir a bola de fogo surgir da água e ir pintando o Pão de Açúcar de dourado, enquanto o corre-corre começa bairro a dentro é uma das coisas que fazem a gente perceber que, apesar de tudo, Copacabana vale muito a pena.

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Dicas especiais pro Réveillon em Copacabana

como é copacabana no reveillon
Não consegui encontrar o autor dessa foto. Alguém conhece?
  • VÁ A PÉ OU DE METRÔ – Na noite da virada, das 18h em diante, os carros são proibidos de circular pelo bairro. Táxis e ônibus, só rodam até 22h. Se você estiver hospedado em Copa ou nos bairros próximos, calce algo confortável e vá a pé. O metrô lota, mas é a melhor opção pra quem está mais longe, principalmente na hora da volta porque os táxis, cobram preço tão malucos que fazem qualquer um pensar seriamente em dormir na praia.
  • FESTAS NOS QUIOSQUES – Você quer sentir o que é estar na areia na hora dos fogos, mas também quer o mínimo de estrutura? Então os quiosques são uma boa opção. Eles fazem festas particulares que incluem comida, bebida, banheiro e segurança. Clique aqui pra ver o Facebook de um deles, que é o Flor do Caribe.
  • VÁ DE BRANCO – Quanto mais gente vestida de branco, mas bonita a festa fica.
  • LEVE SOMENTE O NECESSÁRIO – Quanto menos coisas que podem ser furtadas ou perdidas você carregar, mais tranquila sua cabeça vai ficar  pra curtir a virada. Atenção para zípers e bolsos.
  • CUIDADO COM GARRAFAS QUEBRADAS NA AREIA – Conselho de quem já cortou o pé: evite andar descalço.
  • PASSE LONGE DA PRAIA NO DIA SEGUINTE – A ressaca da festa fica evidente no bairro todo, principalmente na praia. Tem gente que acha bonito espalhar lixo pelo chão (por favor não seja essa pessoa).

 

O que fazer em Copacabana, em qualquer época do ano.

Curtir a vista do Forte

Esse deveria ser seu passeio inaugural em Copacabana porque… bom, dá uma olhada:

o que fazer em copacabana forte de copacabana dicas

No Forte de Copacabana você tem uma vista sensacional da praia toda, com o Pão de Açúcar como bônus lá no fundo. Além disso, lá tem uma pedra onde ficam os canhões do forte. Parece um cenário de filme de ficção, mas sentar lá e admirar o mar dá uma paz que só indo pra entender. Pra deixar tudo mais delícia, lá tem uma filial da Confeitaria Colombo <3 e tem também o Bistrô 18 do Forte , com um bom cardápio de cervejas artesanais e vinhos. A entrada para o Forte custa R$10.

Dar um oi pro Drumond e Caymmi 

Nosso querido poeta mineiro e  o cantor baiano boa-praça são as estátuas mais populares do Rio de Janeiro, depois do Cristo Redentor. Você não pode sair de Copacabana sem bater um papo com o Drummond sentando no banquinho e depois fazer um high-five no Caymmi. Os dois grandes artistas brasileiros foram moradores de Copa e estão eternizados em bronze, um perto do outro, ali na região do posto 6, pertinho do Forte.estátua drummond copacabana nascer do sol

Comer na Trattoria e/ou La Fiorentina

A La Trattoria é uma cantina italiana tradicional, simples, suculenta e com bons preços. Já  La Fiorentina é mais arrumado, mas não menos gostoso. Pra que não vive sem massa, são ótimas pedidas.

Admirar o Copacabana Palace

ir até o outro lado da rua e admirar o copacabana palace

O hotel mais emblemático do Rio é tombado pelo patrimônio histórico, fica bem no coração de Copacabana e tem uma fachada imponente, bem linda. Pare um minutinho no calçadão pra observar a riqueza arquitetônica do prédio.

Matar a fome da madrugada no Stalos

Aberto 24h o Stalos é o paraíso das gordices mais variadas. Eles servem comida-comida mesmo tipo arroz, feijão e bife, mas o destaque fica pros salgados, pizzas em fatia, sanduíches e doces brasileiros tipo quindim, casadinho e brigadeiro.

Ver o sol nascer

Você já viu um pouco na foto lá em cima, mas só pra reforçar:

sol-nascendo-em-copacabana-rio-de-janeiro_-dicas-de-copacabana

O que mais eu posso dizer?rs

Tomar café da manhã no balcão do Big Bi

rio juice bars copacabana

Se você estiver hospedado pra dentro do bairro é praticamente impossível não passar por Big Bi. A casa de sucos está presente em 13 de cada 10 esquinas de Copacabana e eles servem um monte de tipos de suco, açaí, salgados, café, pão na chapa e uma super variedade de vitaminas como a tuti que é a minha preferida. É um bom café da manhã pré-praia.

Almoçar uma Feijoada no Brasileirinho

No Brasileirinho não tem essa de sexta-feira da feijoada porque lá a iguaria é servida, e bem servida, todos os dias. O preço é um pouco salgado, mas é buffet livre.

Tomar uma cerveja no Pavão Azul

É um ótimo experimento de observação social pra entender a relação de amor profundo entre cariocas e botecos. O Pavão Azul é um bar simplão e super tradicional em Copacabana que serve bons petiscos como a famosa patanisca e o bolinho de bacalhau. O lugar nem precisa lotar pra ter clientes bebericando uma cervejinha em pé na calçada, batendo um papo animado. É um barato.

Fazer SUP no posto 6

sand up paddle em copacabana copacabana o que fazer

Pra quem gosta de esportes aquáticos, o posto 6 o tem um monte de barracas que alugam a pranchona de stand up paddle com instrutores que dão aula e acompanham os remadores de primeira viagem. Eles cobram por tempo que você fica no mar e fazem descontos se você pechinchar, principalmente durante os dias mais nublados e friozinhos.

 

Caminhar do início ao fim do calçadão e ver o sol se por na pedra do Leme

É tipo isso:

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<3

Comer uma pizza no Zona Sul do Leme

Zona Sul é uma rede de supermercados que também tem pizzaria. Pensa numa massa fininha com molho caprichado. É dessas. No Leme, eles têm um espaço maior que nas outras unidades de Copa e o preço é bem em conta.

Subir até o terraço de uns dos hotéis da orla pra ver a vista lá de cima

Mesmo se você não for hóspede de um dos hotéis da Avenida Atlântica, dá pra conhecer o terraço  de alguns, já que é lá que ficam seus bares e restaurantes. O Pestana é um deles, mas também tem o Marriot, o Sofitel e um monte de outros. Seja qual for o rooftop escolhido, eu garanto que a vista lá de cima é um dos jeitos mais lindos de guardar Copacabana na sua memória.

Fim!

Ah! Aqui no blog tem mais posts legais sobre o Rio:

3 dicas simples pra ir numa boa do aeroporto até o hotel.

Ih, choveu! O que fazer no Rio quando não dá praia.

e um lugar que é um tesouro escondido, longe do roteiro turístico tradicional:

Museu do Açude – Arte e natureza num passeio só.

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Beijo e boa viagem.

Crédito da foto destacada:

Clique do Cassio VasconcelLos
Cassio Vasconcellos
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  • Camila Pereira

    Que post mais apaixonante e mais completo! PARABÉNS! Achei sensacional e viajei junto!
    Não fazia a menor ideia desse fenômeno: ressurgência costeira – olha a ignorância da pessoa…rsrs. Mas então, sempre que ouvir alguém dizendo que a água é gelada já vou explicar…hehehe.
    Bjo

    • Que alegria, Camila! Obrigada. Esse mar gelado me intriga desde sempre. Nesse verão tivemos muitos dias de água quentinha, mas normalmente é de doer o osso,né?. Tá aí a explicação.

  • Tik de Viagem

    post super completo! Também sou do Rio e zona sul e tem vários lugares que nunca fui, confesso que quase nunca passo por Copacabana também… Fiquei com vontade de conhecer uns lugares que você citou e achei maravilhoso o inicio do post falando sobre a violência, eu sempre tenho que explicar que é perigoso sim, mas bem menos do que a TV mostra!

    • Tik, esse estigma é muito complicado, né? Uma amiga minha que veio visitar não queria sair do hotel com medo de bala perdida. Já outra estava andando feliz e faceira pelo calçadão e teve sua correntinha arrancada do pescoço. Não dá pra negar que é preciso atenção e cuidado, mas perde muito quem não aproveita o Rio por medo.

      • Tik de Viagem

        O que eu sempre digo é atenção, não de mole, como vc disse no texto!

  • Jorginho Rocha Higa

    Adorei muitooo o post e as fotos estão incríveis. O nome do primeiro tópico é o melhor, rsrs…amo copa!!parabéns

    • Obrigada, Jorginho! Também sou apaixonada por aquela bagunça maluca. <3

  • Dhebora Sancho

    Confesso que

  • Dhebora Sancho

    Confesso que frequento muito pouco Copa, mas gostei das suas dicas… o nascer do sol, por exemplo. Nunca imaginei que fosse ser tão bonito e já tô me programando para assistir!

  • Thiago Carvalho

    Morei minha vida inteira em Copa e Ipanema até dois anos atrás e alguns detalhes desconhecia! O post está excelente, como fotos espetaculares e comentários realistas, não exaltando apenas as coisas boas e lindas! Beijos.

  • liviazac

    Amo o Rio de Janeiro mas conheço muito pouco, adorei o post, ta lindo! =)